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Blog Florenza • Ginecologia • 15.09.2026• Atualizado 17.09.2026 • 2 min de leitura • 3 leituras

Dor na relação e ressecamento vaginal: o que fazer?

Dor na relação e ressecamento vaginal têm diferentes causas. Entenda por que investigar o problema antes de escolher um tratamento íntimo.

Dor na relação e ressecamento vaginal: o que fazer?
Caderno FlorenzaGinecologia
Caderno FlorenzaGinecologia

Dor na relação e ressecamento vaginal são queixas mais frequentes do que muitas mulheres imaginam.

Ainda assim, é comum tentar conviver com o problema durante meses.

Algumas passam a evitar relações. Outras utilizam apenas lubrificante sem investigar a causa. E muitas acreditam que o desconforto simplesmente faz parte do envelhecimento.

Entretanto, existem diferentes motivos para esses sintomas.

O que pode causar ressecamento vaginal?

Alterações hormonais estão entre as possibilidades, principalmente durante a perimenopausa e a menopausa.

Durante essa fase, a redução hormonal pode modificar a mucosa vaginal e provocar diminuição da lubrificação, ardência e dor durante a relação.

Porém, essa não é a única causa.

Toda dor na relação acontece por falta de lubrificação?

Não.

A dor pode estar relacionada a alterações do assoalho pélvico, inflamações, infecções, condições vulvares, alterações hormonais e outros problemas ginecológicos.

Além disso, localização, intensidade e momento da dor ajudam a direcionar a investigação.

Por isso, apenas tentar “aumentar a lubrificação” pode não resolver o verdadeiro problema.

Quando o laser íntimo pode ser considerado?

Quando o diagnóstico aponta para determinadas alterações vulvovaginais, tecnologias a laser podem entrar na discussão terapêutica.

Entretanto, elas são uma das possibilidades e não necessariamente a primeira ou única alternativa.

Principalmente na síndrome geniturinária da menopausa, existem tratamentos diferentes que podem ser discutidos de acordo com o histórico e as características de cada paciente.

Dor durante o sexo não deve ser ignorada

Se a relação começou a provocar medo, tensão ou desconforto, vale investigar.

Além do impacto físico, a dor pode afetar desejo, relacionamento, autoestima e qualidade de vida.

Consequentemente, tratar a saúde íntima também significa cuidar da sexualidade de maneira mais ampla.

Comece pelo diagnóstico, não pelo procedimento

Esse é provavelmente o ponto mais importante.

Você não precisa chegar à consulta sabendo se quer laser, radiofrequência ou qualquer outra tecnologia.

Primeiramente, conte o que está sentindo.

Depois disso, a investigação pode mostrar quais caminhos realmente fazem sentido.

Conteúdo revisado por Dra. Beatriz Bastos
Ginecologista • CRM 243915 • RQE 149296
Especialista em Ginecologia Regenerativa e Funcional.

Nota editorial

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou orientação individual de profissional habilitado.

Dra. Beatriz Bastos
Instituto Florenza
Especialista responsávelConteúdo Florenza

Dra. Beatriz Bastos

Co-fundadora · Ginecologia, sexualidade e saúde íntima

Atuação em sexualidade, contracepção, saúde íntima, ginecologia regenerativa e estética íntima.

Instituto Florenza · São Paulo

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