Dor na relação e ressecamento vaginal são queixas mais frequentes do que muitas mulheres imaginam.
Ainda assim, é comum tentar conviver com o problema durante meses.
Algumas passam a evitar relações. Outras utilizam apenas lubrificante sem investigar a causa. E muitas acreditam que o desconforto simplesmente faz parte do envelhecimento.
Entretanto, existem diferentes motivos para esses sintomas.
O que pode causar ressecamento vaginal?
Alterações hormonais estão entre as possibilidades, principalmente durante a perimenopausa e a menopausa.
Durante essa fase, a redução hormonal pode modificar a mucosa vaginal e provocar diminuição da lubrificação, ardência e dor durante a relação.
Porém, essa não é a única causa.
Toda dor na relação acontece por falta de lubrificação?
Não.
A dor pode estar relacionada a alterações do assoalho pélvico, inflamações, infecções, condições vulvares, alterações hormonais e outros problemas ginecológicos.
Além disso, localização, intensidade e momento da dor ajudam a direcionar a investigação.
Por isso, apenas tentar “aumentar a lubrificação” pode não resolver o verdadeiro problema.
Quando o laser íntimo pode ser considerado?
Quando o diagnóstico aponta para determinadas alterações vulvovaginais, tecnologias a laser podem entrar na discussão terapêutica.
Entretanto, elas são uma das possibilidades e não necessariamente a primeira ou única alternativa.
Principalmente na síndrome geniturinária da menopausa, existem tratamentos diferentes que podem ser discutidos de acordo com o histórico e as características de cada paciente.
Dor durante o sexo não deve ser ignorada
Se a relação começou a provocar medo, tensão ou desconforto, vale investigar.
Além do impacto físico, a dor pode afetar desejo, relacionamento, autoestima e qualidade de vida.
Consequentemente, tratar a saúde íntima também significa cuidar da sexualidade de maneira mais ampla.
Comece pelo diagnóstico, não pelo procedimento
Esse é provavelmente o ponto mais importante.
Você não precisa chegar à consulta sabendo se quer laser, radiofrequência ou qualquer outra tecnologia.
Primeiramente, conte o que está sentindo.
Depois disso, a investigação pode mostrar quais caminhos realmente fazem sentido.
Conteúdo revisado por Dra. Beatriz Bastos
Ginecologista • CRM 243915 • RQE 149296
Especialista em Ginecologia Regenerativa e Funcional.
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou orientação individual de profissional habilitado.

